Quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2010
FFAZ HOJE 20 ANOS QUE NELSON MANDELA FOI LIBERTADO
Nelson Rolihlahla Mandela(born 18 July 1918) is a former President of South Africa, the first to be elected in fully representative democratic elections. Before his presidency, Mandela was an anti-apartheid activist and leader of the African National Congress and its armed wing Umkhonto we Sizwe. He spent 27 years in prison, much of it on Robben Island, on convictions for crimes that included sabotage committed while he spearheaded the struggle against apartheid.
Among opponents of apartheid in South Africa and internationally, he became a symbol of freedom and equality, while the apartheid government and nations sympathetic to it condemned him and the ANC as communists and terrorists (the United States still lists the ANC as a terrorist organization, though the United States Congress is considering removing the designation).
Following his release from prison on February 11, 1990, his switch to a policy of reconciliation and negotiation helped lead the transition to multi-racial democracy in South Africa. Since the end of apartheid, he has been widely praised, even by former opponents.
Mandela has received more than one hundred awards over four decades, most notably the Nobel Peace Prize in 1993. He is currently a celebrated elder statesman who continues to voice his opinion on topical issues. In South Africa he is often known as Madiba, an honorary title adopted by elders of Mandela's clan. The title has come to be synonymous with Nelson Mandela.
Mandela has frequently credited Mahatma Gandhi for being a major source of inspiration in his life, both for the philosophy of non-violence and for facing adversity with dignity.
Fonte: "The Free Dictionary"
Publicação nº7
Publicado por : Jorge P.G
Quinta-feira, Fevereiro 11, 2010
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Sábado, 16 de Janeiro de 2010
ÍNDIA - O Grande Elefante - Republicação de texto de Jan.2007
Em Janeiro de 1992, Mário Soares fez a primeira visita oficial de um P.R. português à Índia. Na altura, o governo era presidido por Cavaco Silva e reagiu em surdina, criticando a oportunidade da viagem e o número de convidados por Soares, com 135 pessoas fazendo parte da comitiva. Hoje(ou seja, em Janeiro de 2007), Cavaco Sila fez-se acompanhar de 130, embora cerca de metade deste número seja formado por empresários que pagam a sua estadia, assim como os 25 jornalistas acompanhantes. Portugal está na presidência da União Europeia, tal como acontecia em 1992. Mário Soares procurava apelar à Índia para o seu apoio na questão timorense. Cavaco leva na bagagem uma preocupação comercial. O “grande elefante” é hoje uma das maiores potências mundiais, tanto na sua expansão demográfica como em tecnologia de ponta. Ainda que a visita da comitiva oficial portuguesa não deva merecer dos indianos uma referência maior do que mereceria qualquer empresário norte-americano que se deslocasse ao país, Cavaco tenta captar as boas graças dos indianos para um olhar para Portugal como uma porta de entrada numa Europa ainda desconfiada nas suas relações com os indianos e uma ponte para o Brasil e a África.
Depois de, em 1502, Vasco da Gama ter mandado apontar as canhoneiras das naus a Calecut durante dois dias e duas noites, ditando então as regras do jogo, é a uma Índia bem diferente que chega agora o P.R. português. Desde 2004, mais de cinquenta chefes de Estado e líderes de Governo fizeram-lhe visita oficial, oferecendo atractivos acordos de cooperação política, económica, cultural e militar.
Portugal está, assim, atrasado. Em termos de trocas comerciais e investimentos na Índia, o nosso país tem vindo a ocupar os últimos lugares entre os 25 (ou 27) parceiros europeus e o ICEP prima pela ausência naquela que, daqui a menos de trinta anos, deverá ser a terceira maior economia do mundo. Quanto à cultura, os postos para leitores do Instituto Camões encontram-se, muitas vezes, vagos, por falta de financiamento, e isto apesar de milhares de jovens indianos que vêem a nossa língua como uma mais-valia profissional para explorarem os mercados lusófonos. O desinteresse com que temos olhado para um sexto da humanidade também se reflecte no facto de não haver um único correspondente profissional português em toda a Índia. E uma casa não se constrói a partir do telhado… É forçoso assumirmos o custo da negligência a que temos votado a Índia, bem como colocarmos no seu devido lugar as passadas glórias com que frequentemente nos iludimos. Um inteligente exercício de humildade levar-nos-á a reconhecer que Portugal é, actualmente, um visitante de segunda categoria a um país que, há 500 anos, conquistou à canhonada.
É que da antiga colónia imperial já nada resta senão um localizado legado espiritual, até a língua se perdeu nas ruas!
Publicação nº6
Publicado por : Jorge P.G
Sábado, Janeiro 16, 2010
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Domingo, 6 de Dezembro de 2009
7 de Dezembro de 1970 - Willy Brandt de joelhos em Varsóvia
A 7 de Dezembro de 1970 o Chanceler alemão Willy Brandt deslocou-se à Polónia para assinar o Tratado de Varsóvia, pelo qiual a República Federal Alemã reconheceu a fronteira germano-polaco de Oder-Neisse, imposta pelos vencedores da 2ª Guerra.

Depois da assinatura, Brandt rumou até ao Memorial aos resistentes judeus do ghetto da cidade para lá depositar uma coroa de flores. O chanceler recolhe-se e inclina-se, e então, para surpresa geral e contra todas as regras protocolares, dobra as pernas e põe-se de joelhos. Durante longos segundos permanece nesta posição de humildade tão pouco habitual em homens de estado, fazendo acto de contrição em nome do povo alemão.
A famosa e conceituada revista "Spiegel", no seu número imediato ao acontecimento, chamou à capa a fotografia de Willy Brandt, enquanto questionava "Deveria Brandt ajoelhar-se?"
O certo é que esta imagem ficou como um marco histórico relativamente ao sentimento dos alemães pelos actos bárbaros dos nazis contra os judeus.
No mesmo local, quase 30 anos depois, em 6 de Dezembro de 2000, o Chanceler Gerhard Schröder recordou o acto de Brandt afirmando: "Aqui, um líder político alemão, o chefe do governo, representando os alemães, teve uma atitude de pesar e de coragem para exprimir algo que as palavras, não importa quão cuidadosamente escolhidas, seriam incapazes de transmitir: cometemos crimes e confessamos esses crimes. A imagem de Willy Brandt ajoelhado tornou-se um símbolo da aceitação do passado e do seu entendimento como uma obrigação da reconciliação, como uma obrigação de um futuro comum. Tal como tantos e tantos alemães e polacos, eu também nunca esquecerei esta imagem. Ela permanece como um alerta e um credo político para gerações.
Publicação nº5
Etiquetas: judeus ghetto, memorial, Warsaw, Willy Brandt de joelhos
Publicado por : Jorge P.G
Domingo, Dezembro 06, 2009
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Sábado, 23 de Maio de 2009
A CRIAÇÃO de PANDORA e a sua FAMOSA CAIXA
BLOGUE EM FÉRIAS
A criação do primeiro homem ( à esq.) por Prometeu (à dir.), auxiliado por Atena (ao centro). Repare-se que a Deusa coloca sobre a cabeça do homem uma borboleta, símbolo da Alma, para lhe dar Vida.
Felice Giani (Itália 1758-1823) 50,1 x 37,4 cm Musée des beaux-arts du Canada
Datará de entre 1810 e 1815 este " Prometheus Creating the First Man " 
A mulher não fora ainda criada. A versão (bem absurda) é que Júpiter a fez e enviou-a a Prometeu e a seu irmão Epitemeu, para os punir pela ousadia de furtar o fogo do céu, e ao homem, por tê-lo aceite. Chamava-se Pandora. Foi feita no céu, e cada um dos deuses contribuiu com alguma coisa para a aperfeiçoar. Vénus deu-lhe a beleza, Mercúrio a persuasão, Apolo a música, etc. Assim dotada, a mulher foi mandada à terra e oferecida a Epimeteu, que de boa vontade a aceitou, embora advertido pelo irmão para ter cuidado com Júpiter e seus presentes.
Epimeteu tinha em sua casa uma caixa, na qual guardava certos artigos malignos, de que não se utilizara, ao preparar o homem para a sua nova morada. Pandora foi tomada por intensa curiosidade de saber o que continha aquela caixa, e, certo dia, tirou-lhe a tampa para olhar. Assim, escapou e por toda a parte se espalhou uma multidão de pragas que atingiram o desgraçado homem, tais como a gota, o reumatismo e a cólica para o corpo, e a inveja, o despeito e a vingança para o espírito. Pandora apressou-se a colocar a tampa na caixa, mas, infelizmente, escapara todo o conteúdo da mesma, com excepção de uma única coisa, que ficara no fundo, e que era a esperança. Assim, sejam quais forem os males que nos ameacem, a esperança não nos deixa inteiramente; e, enquanto a tivermos, nenhum mal nos torna inteiramente desgraçados. “ A esperança é a última a morrer”.
Uma outra versão é de que Pandora foi mandada por Júpiter com boa intenção, a fim de agradar ao homem. O rei dos deuses entregou-lhe, como presente de casamento, uma caixa, em que cada deus colocara um bem. Pandora abriu a caixa, inadvertidamente, e todos os bens escaparam, excepto a esperança. Essa versão é, sem dúvida, mais aceitável que a primeira. Realmente, como poderia a esperança, jóia tão preciosa, ter sido misturada com toda a sorte de males, como na primeira versão? Perante o sucedido, Zeus dirigiu a sua fúria contra o próprio Prometeu, mandando que Hefaístos e seus serviçais Crato e Bia (o poder e a violência) acorrentassem o titã a um despenhadeiro do monte Cáucaso. Mandou ainda uma águia para devorar diariamente o seu fígado que se regenerava sempre. O seu martírio durou muito tempo, até que Hércules passou por ali e viu o sofrimento do gigante. Abateu a gigantesca águia com uma flecha certeira e libertou o cativo das suas correntes.
A criação de Pandora
 A criação de Pandora (ou Anesidora) por Atena e Hefesto
Hefesto era filho de Hera e de Zeus (Vulacano na Mitologia Romana). Era o deus grego do fogo, dos metais e da metalurgia, conhecido como o Ferreiro divino e foi responsável, entre outras obras, pela égide, escudo usado por Zeus na sua batalha contra os titãs. Construiu para si um magnífico e brilhante palácio de bronze, equipado com muitos servos mecânicos. Das suas forjas saiu Pandora, a primeira mulher mortal. De acordo com a Mitologia, este Hefesto tem uma história curiosa, que não resisto a contar. Ele terá sido expulso do Olimpo por sua mãe Hera, desgostosa de que ele fosse coxo, e dão-se várias explicações míticas para esse defeito físico. Uma delas é que Hera discutia com Zeus a respeito de Hércules e Hefesto. Este tomou partido a favor da mãe. E então Zeus, num daqueles seus assomos de ira incontralada, agarrou no pé de Hefesto e atirou-o do Olimpo abaixo, ficando assim sob a Terra, situando-se as oficinas de metalurgia com as suas enormes forjas em Lemnos - uma ilha grega do mar Egeu.
 Foto do quadro de Velásquez "La fragua de Vulcano"(1630), no Museo del Prado-Madrid
Publicação nº 4
Publicado por : Jorge P.G
Sábado, Maio 23, 2009
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